1796-1799

Quando, em 1754, Feliciano Mendes, o minerador de origem portuguesa, se decide a erigir o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo, em cumprimento de uma promessa, empenha toda a sua fortuna pessoal nas obras, bem como se tornou um ativo recoletor de fundos para a maior grandiosidade para o santuário. Entre 1765 e 1790, intervêm no estaleiro os mais reputados artistas: Félix Teixeira e Francisco Vieira Servas- talha e escultura-, João Nepomuceno Correia e Castro e Bernardo Pires da Silva e, na ourivesaria, Felizardo Mendes. As imagens foram “encarnadas” pelo pintor Manuel da Costa Ataíde que se ocupou dos grupos da Ceia, Crucificação e Açoites. A capela que abriga a Última Ceia teria obtido a colaboração de Aleijadinho na sua composição e arranjo final. Foi no mandato do quinto ermitão, Vicente Freire de Andrade (1794-1809), que a decisão da encomenda e arrematação da obra pelo Aleijadinho foram tomadas.

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